quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A fase de te descobrir

Eu te conheci dentro de um ônibus. Você me pediu uma informação e eu respondi já querendo conversar. Começamos a falar até a hora de você ir embora. Depois daquele dia, passei a acreditar mais em destino. Mas também acredito em escolhas. Te dou meu número. Eu nem tava querendo alguém. Você nem imaginava que encontraria alguém tão longe de casa. O  seu ponto chegou. Tchau. Eu observo você indo e penso “que sorte” .Até hoje eu não parei de sorrir.

Eu sei que vou te ver de novo. Na praia, no cinema, para beber, para conversar, comendo na sua casa, dormindo na sua cama. Eu só quero ver o seu sorriso outra vez.

A gente bebe uma coca, dá um beijo, conta um pouco mais da vida e deixa o outro entrar mais nela. Você fala sobre as coisas difíceis da sua vida e de como você superou aquilo. Ri das pessoas jogando na praia. Já tá anoitecendo, deitamos lado a lado. Queria que o tempo parasse. Mas já está na hora de ir.

Você vai embora. E aí, vamos continuar ou é melhor viver com a eterna dúvida se daria certo? Meu coração para por um segundo. O desespero faz minha cabeça girar. Que medo de você já ter decidido antes de sequer perguntar e já ser o adeus para o seu olhar profundo, sua barba apaixonante e suas histórias que eu quero tanto conhecer.

Mas eu gosto muito de uma aventura. De sentimento e coisas que só dá pra sentir de olhos fechados. De beijos profundos e corpos se descobrindo pouco a pouco. Do som do coração batendo forte e a textura da mão. Mas o que gosto mesmo é a fase de te descobrir que não se pode repetir.

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