terça-feira, 6 de maio de 2014

Eu te espero



Deito no teu peito e digo: não te deixo.
Não quero te deixar sair, nem cair, nem partir.
Eu tenho instinto, não mente, não minto, só sente, eu sinto.
Eu dou, entrego, confio. Sem medo de doer, perder ou sofrer.
Sem medo de voltar atrás.
Vejo, vou, voo. Vem, vai e retorna.
As lembranças marcam o caminho de volta, cê volta?
Se vier, vem de ré, vem a pé ou do jeito que der.
Não, não vou te esquecer não.
Se você quiser, querer, correr, ter vontade de, vai acontecer.
A gente bebe, vive, arde, come, tece, move, mexe, só não deixa pra lá.
Multiplica saudade, ramifica vontade, divide verdade, soma as metades.
Rega, roga, reza, ora. Uma hora chega nossa hora.
Fica tranquilo, eu ligo. Ligo se você chorar, se quiser conversar, rir ou desabafar.
Se quiser me deixar, eu não deixo esfriar, vou esquentar.
Vou te amar, seja aqui ou lá.
Eu sonho, exponho, a vontade que tenho de te ver voltar.
Eu digo, te entendo, consigo e aprendo.
Pra você, a porta não se fecha, há sempre uma brecha.
É só você sorrir, vou me render, tremer, correr, querer você.
Vai ter sempre algo lá dentro, aceso, vivo, um motivo decisivo.
Eu aceito, te deixo, te sinto, te beijo.
Me dá a mão, vamos pro mar, admirar a beleza desse lugar.
Diz que me ama, que me quer, na cama, na rua, onde der.
Vai, mas volta. Eu te amo e te quero. Não demora, mas se você demorar, você sabe, eu te espero.

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